"Qual o Meu Diagnóstico?"
- Jéssica Mendes

- 16 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de jun. de 2025
Você já se pegou perguntando: "Qual será o meu diagnóstico?"
Essa é uma dúvida bastante comum, especialmente em uma sociedade que busca respostas rápidas para tudo o que sente.
Mas... e se a resposta para o seu bem-estar não estivesse necessariamente atrelada a um CID?
É importante questionar a ideia de que todo sofrimento emocional precisa, obrigatoriamente, de um diagnóstico formal. Pesquisas em saúde mental mostram que cerca de 7% da população não se encaixa em nenhum critério diagnóstico específico. Isso significa que muitas pessoas, mesmo enfrentando angústias, ansiedade ou dificuldades no dia a dia, não preenchem os requisitos para um transtorno mental segundo manuais como o DSM-5 ou a CID-11.
E o que isso nos revela?
Que a experiência humana é complexa.
Nem toda tristeza é depressão. Nem toda preocupação é um transtorno de ansiedade. Muitas vezes, o que você sente pode ser uma resposta natural a mudanças, perdas, conflitos internos ou apenas um capítulo da sua trajetória. E reconhecer essa nuance é essencial para validar o que você sente, mesmo sem um nome técnico para isso.
E onde entra a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) nisso tudo?
A TCC é uma abordagem prática, baseada em evidências, que não depende de um diagnóstico para fazer sentido. Ela te ajuda a:
Entender seus padrões de pensamento
Identificar crenças e pensamentos automáticos que impactam suas emoções e comportamentos e aprender a questioná-los, quando necessário.
Gerenciar suas emoções
Desenvolver estratégias para lidar com sentimentos intensos, como ansiedade, tristeza ou estresse, de forma mais equilibrada.
Ampliar seu repertório de enfrentamento
Construir formas mais saudáveis e flexíveis de lidar com os desafios da vida, respeitando sua individualidade.
Mesmo sem um diagnóstico formal, o processo terapêutico pode promover autoconhecimento, clareza e autonomia emocional.
Sua trajetória é única.
Se existe algo que te causa desconforto, isso já é motivo suficiente para ser acolhido, com escuta, com técnica e com respeito à sua singularidade.
Espero te ver em breve no meu consultório.



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